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Archive for 'typosquatting'

Mar
29

Um bom site começa pelo nome. De acordo com especialistas, não adianta nada caprichar no layout, colocar informações claras e precisas e manter canais de comunicação com o cliente ou leitor, como telefone e e-mail, se o endereço eletrônico da página não será encontrado.

Para isso, a dica é ser direto. O nome, chamado na Internet de domínio, tem que ser curto (no máximo 12 caracteres), de fácil memorização e diretamente ligado ao nome ou atividade da empresa.

Um domínio com essas características aumenta o tráfego e valoriza o site, diz o autor do livro “Escolha o seu ponto.com”, Ricardo Vaz Monteiro. De acordo com ele, o melhor é usar a extensão .com.br, que é mais popular. Se ela não estiver disponível, as opções são o .com ou o .net, apesar de existirem diversas outras destinadas a categorias profissionais, por exemplo, como .edu.

Segundo Monteiro, se o domínio desejado já estiver registrado por outra pessoa, fazer uma pequena alteração, mantendo a identidade da marca (de dopao.com.br para padariadopao.com.br, por exemplo), ou negociar a compra do domínio já registrado é melhor que adotar um nome “alternativo” sem ligação com a empresa.

O empresário Luiz Magela trabalha com negociação de domínios desde 1998. Ele registra os domínios considerados bons para negociações futuras e já chegou a faturar R$ 12 mil em uma única venda.

Ele explica que registra nomes de fácil memorização, como “cincoestrelas. com”, que podem interessar a diversas empresas. Magela ressalta que há casos de registro de nomes já consagrados, para tentar vendêlos por preços exorbitantes depois. Mas nesses casos, a Justiça costuma ser favorável a quem já utiliza o nome há mais tempo. Segundo ele, ainda há grande variedade de bons domínios para venda no Brasil.

Briga
Uso de nomes famosos pode ser julgado má-fé

Registros de domínio têm causado polêmica. Em 2006 o ator Tom Cruise conseguiu reaver o tomcruise. com, que havia sido registrado por um empresário. Já o Wal-Mart perdeu a disputa contra uma empresa que registrou boycottwalmart. com, sugerindo um boicote à empresa.

Os dois casos foram arbitrados pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Entre os critérios usados estão que o domínio seja muito parecido com algo a que a empresa tenha direito e que a outra parte tenha agido de má-fé.Madonna, por exemplo, negociou o www.madonna.com com o Madonna Rehabilitation Hospital. (APP)

Fonte: O Tempo por ANA PAULA PEDROSA

A Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Wipo) registrou um número recorde de queixas contra registros de domínios que se aproveitam da fama de marcas registradas, fundações e de celebridades em 2007. A Wipo, agência da Organização das Nações Unidas sediada em Genebra, recebeu 2.156 reclamações de “registro abusivo de marcas registradas na Internet” no ano passado, alta de 18 por cento na comparação com 2006 e de 48 por cento em relação a 2005.

“Estes aumentos confirmam que a prática de grilagem de domínios continua um problema significativo para os detentores de direitos”, informou o vice-diretor-geral da Wipo, Francis Gurry, nesta quinta-feira.

A maior parte das reclamações se deu a partir dos setores farmacêutico, bancário, telecomunicações, varejo e entretenimento.

Farmacêuticas foram as empresas que mais reclamaram por causa de uma “série numerosa de permutações de nomes protegidos usados em endereços de sites que oferecem ou mostram links para vendas online de medicamentos e outras drogas”, informou a Wipo.

As disputas de nomes de domínio no ano passado envolveram uma ampla variedade de produtos, eventos e pessoas –incluindo o megajumbo A380, da Airbus; a Copa do Mundo de 2010, a escola de negócios de Harvard, a fundação Livestrong, do esportista Lance Armstrong; a estrela de talk-show Oprah Winfrey, e o seriado de televisão Os Simpsons.

Um quarto dos casos foi resolvido sem precisar de uma decisão de arbitragem da Wipo. Do restante, em 85 por cento dos casos a decisão da agência transferiu os endereços para os reclamantes e em 15 por cento das vezes o órgão optou por não mudar o registro dos sites.

A maior parte das reclamações veio dos Estados Unidos, França e Inglaterra enquanto a maioria dos acusados está baseada nos EUA, Inglaterra e China, informou a Wipo.

Fonte: Reuters

Red Register é acusada de roubar 125 nomes de domínio similares a marcas da MS, como msnmesnger.com e windowslivecare.com.

A Microsoft processou a empresa que registra domínios na web, Red Register, sob a alegação de uso ilegal das marcas registradas da Microsoft.

No processo, a Red Register é acusada de roubar 125 nomes de domínio, todos “confusamente similares às marcas da Microsoft” para gerar lucro por meio de anúncios online.

A prática é conhecida como typosquatting e consiste no uso de palavras que se pareçam com o nome original de uma empresa, se aproveitando de erros de digitação dos usuários.

Nestes sites, os internautas podem ser levados a clicar em anúncios “porque a pessoa acha mais fácil fazer isto do que continuar a busca por um site da Microsoft, ou simplesmente porque acha que a Microsoft autorizou a publicidade”, afirma o documento.

A Red Register possui domínios como windowslivecare.com, msnmesnger.com e ageofmathology.com, diz a Microsoft, que quer controlar os sites e pede à corte que multe a Red Register por danos não especificados.

Apesar de os domínios estarem atualmente registrados para a empresa Versata Software, eles foram anteriormente registrados para a Red Register e a Microsoft alega no processo acreditar que as informações atuais de registro da Versata são falsas.

Recentemente, a Dell processou empresas por usarem seu nome em mais de 1.100 domínios.

Nos últimos anos, a Microsoft iniciou processos similares por empresas registrarem domínios com sua marca.

Robert McMillan, editor do IDG News Service, de São Francisco