Um bom site começa pelo nome. De acordo com especialistas, não adianta nada caprichar no layout, colocar informações claras e precisas e manter canais de comunicação com o cliente ou leitor, como telefone e e-mail, se o endereço eletrônico da página não será encontrado.

Para isso, a dica é ser direto. O nome, chamado na Internet de domínio, tem que ser curto (no máximo 12 caracteres), de fácil memorização e diretamente ligado ao nome ou atividade da empresa.

Um domínio com essas características aumenta o tráfego e valoriza o site, diz o autor do livro “Escolha o seu ponto.com”, Ricardo Vaz Monteiro. De acordo com ele, o melhor é usar a extensão .com.br, que é mais popular. Se ela não estiver disponível, as opções são o .com ou o .net, apesar de existirem diversas outras destinadas a categorias profissionais, por exemplo, como .edu.

Segundo Monteiro, se o domínio desejado já estiver registrado por outra pessoa, fazer uma pequena alteração, mantendo a identidade da marca (de dopao.com.br para padariadopao.com.br, por exemplo), ou negociar a compra do domínio já registrado é melhor que adotar um nome “alternativo” sem ligação com a empresa.

O empresário Luiz Magela trabalha com negociação de domínios desde 1998. Ele registra os domínios considerados bons para negociações futuras e já chegou a faturar R$ 12 mil em uma única venda.

Ele explica que registra nomes de fácil memorização, como “cincoestrelas. com”, que podem interessar a diversas empresas. Magela ressalta que há casos de registro de nomes já consagrados, para tentar vendêlos por preços exorbitantes depois. Mas nesses casos, a Justiça costuma ser favorável a quem já utiliza o nome há mais tempo. Segundo ele, ainda há grande variedade de bons domínios para venda no Brasil.

Briga
Uso de nomes famosos pode ser julgado má-fé

Registros de domínio têm causado polêmica. Em 2006 o ator Tom Cruise conseguiu reaver o tomcruise. com, que havia sido registrado por um empresário. Já o Wal-Mart perdeu a disputa contra uma empresa que registrou boycottwalmart. com, sugerindo um boicote à empresa.

Os dois casos foram arbitrados pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Entre os critérios usados estão que o domínio seja muito parecido com algo a que a empresa tenha direito e que a outra parte tenha agido de má-fé.Madonna, por exemplo, negociou o www.madonna.com com o Madonna Rehabilitation Hospital. (APP)

Fonte: O Tempo por ANA PAULA PEDROSA

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